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Foto: Ilustração artística gerada por IA a partir de registro oficial da Polícia Militar de São Paulo
 
Mesmo ferida, uma das vítimas conseguiu acionar o socorro; resgate complexo mobilizou o Corpo de Bombeiros e o helicóptero Águia em área de mata fechada.
Uma operação de resgate altamente complexa mobilizou as forças de segurança do estado de São Paulo. Um helicóptero de modelo Agusta A109 caiu em uma zona rural de mata densa no município de Iaras, na região de Avaré (SP). Apesar da gravidade do impacto, os três ocupantes sobreviveram e foram localizados com vida pelas equipes de salvamento.
 
O acidente e o pedido de socorro
De acordo com informações oficiais fornecidas pela Polícia Militar, o acidente ocorreu em uma área de difícil acesso. O desfecho da ocorrência ganhou contornos dramáticos quando uma das próprias vítimas, mesmo ferida, conseguiu pegar o celular, fazer contato com a corporação e acionar o socorro.
A partir do chamado de emergência, o comando da PM acionou imediatamente o policiamento territorial regional e o Corpo de Bombeiros para dar início às buscas na região, que enfrentava condições de forte chuva no momento da queda.
 
Força-Tarefa e Resgate Aéreo
Devido à densidade da vegetação e às condições climáticas adversas, a localização exata dos destroços só foi possível horas após o início das buscas. A operação contou com o apoio fundamental do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar, por meio do helicóptero Águia.
Os socorristas precisaram realizar manobras especiais de remoção para retirar as três pessoas da área de mata isolada. Todas as vítimas receberam os primeiros socorros ainda no local e foram helitransportadas para atendimento médico hospitalar da região. Segundo relatórios médicos preliminares repassados às autoridades, os sobreviventes sofreram múltiplas fraturas e o estado de saúde é considerado grave, demandando transferência de ao menos um dos pacientes para o pronto-socorro de Avaré.
 
Suspeita de falsa identidade sob investigação
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Militar, um dos ocupantes teria apresentado identificação falsa aos socorristas durante os primeiros atendimentos no local do acidente. Diante de inconsistências encontradas na checagem inicial dos dados, a Polícia Civil instaurou procedimento investigativo e informou que deve realizar a coleta de impressões digitais para confirmar a real identidade do passageiro. As autoridades apuram o possível histórico criminal do envolvido.
 
Aeronave operava em situação irregular, diz ANAC
Em consulta pública realizada ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), constatou-se que o helicóptero bimotor — modelo Agusta A109C, de matrícula PT-YBL — operava em situação irregular. De acordo com o sistema da agência reguladora, o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) do aparelho consta como cancelado e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) encontrava-se vencido desde maio de 2019, o que impedia legalmente a realização de voos.
Ainda segundo os registros da autarquia federal, a aeronave possuía restrições judiciais de transferência, além de anotações ligadas a inventário, figurando em nome de um proprietário já falecido. Informações preliminares coletadas pelas forças de segurança apontam que o plano de voo realizado não detinha aprovação formal e que a rota pretendida ligaria a cidade de Guararema (SP) a Londrina (PR).
 
Perícia e próximos passos
Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para realizar a Ação Inicial no local da queda. O objetivo dos peritos é coletar dados físicos, registrar imagens dos destroços e apurar as possíveis falhas técnicas ou fatores contribuintes que causaram a queda da aeronave.
 
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) acompanha o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil sobre as circunstâncias que cercam o voo.
O espaço permanece aberto para a manifestação dos representantes legais dos ocupantes. O Portal Campo de Marte segue acompanhando os desdobramentos do caso e as atualizações sobre o estado de saúde das vítimas.

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